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estudos em arte

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estudos em arte

Os estudos nascem a partir de leitura de textos, de fotos, de conversas com amigos. Por vezes estes traços, que nasceram de forma independente e descompromissada, acabam se transformando em tapeçarias, quadros, aquarelas, letterings.

Estes estudos, desenhos ou sketches trazem em si uma leveza, pois registram um momento em que as idéias fluíram e deixaram suas marcas sobre alguma superfície. O material em si utilizado pouco importa, pode ser um carvão, grafite, nanquin, tinta sobre uma superfície como papel ou papelão ou argila … etc, o importante é se expressar sem medo de errar alimentando a liberdade interior transformando-a em traços e cores que lhe agradem.

Sabendo que a linha traçada não volta atrás, faz-se necessário deixar sempre várias papéis de tipos e cores diferentes que podem ser até fundos preparados sobre o papel branco, papelão, celulose ou telha trazendo para bem perto todas possibilidades que permitem chegar a um crescimento estético mais rápido. Entretanto, quando o esboço ou desenho for na própria tela ou papel com a gramatura final, é necessário ter cuidados precisos como um grafite mais duro (HB) ou um pincel com tinta mais clara se for tinta acrílica, ou de consistência mais aguada se for tinta aquarela.

Independente do tema do trabalho (paisagens, natureza morta, corpo humano na paisagem, abstrato ou abstracionismo geométrico, .. etc), temos um momento especial que é quando o traço chega a uma leveza quase perfeita devido o número de vezes que se usa esse traçado. Com isso é possível ver um conhecimento da forma tranquila e cor aplicada, deixando nítido o estilo e a assinatura do artista. Cabe a ele, neste instante, declarar se a obra está totalmente pronta ou não, independente do tempo da aplicado na criação, material utilizado ou da superfície. O artista deve perceber e consentir na sua existência enquanto obra, na qual é o seu desejo que determina que ela começou mas é a obra que num diálogo permanente com seu criador impõe-se como finalizada.

A duração de uma obra pode durar instantes, horas… ´podendo fugir do que temos como forma literal ou geométrica para entrar totalmente no registro visual como a aquarelas, artes performáticas, o click da fotografia… a junção da cor transforma tudo. Exemplo disto temos no momento da alvorada e do crepúsculo, ou mesmo com o passar das horas onde as sombras incidem no trabalho final transformando de maneira visível o objeto em questão.

Em suma, não é fazer o melhor esboço, o mais certo, o mais agradável… O que o estudo da arte sempre buscou no decorrer da sua história foi a experimentação, o registro entre a luz e o objeto só percebido pela persistência do olhar do artista.