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Goiaba, uma fruta cheia de histórias e receitas com sabor de infância

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Goiaba, uma fruta cheia de histórias e receitas com sabor de infância

Era bem comum, na nossa infância, termos um pé “carregadinho” de goiaba no quintal e a meninada brincando por perto, às vezes com bola de gude, outras com grandes cirandas.

Tinha também o pique-esconde, o pique-bandeira onde meninos e meninas se misturavam numa algazarra só quando a tarde ia chegando. Mas o bom mesmo era quando alguns dos garotos da turma subiam no pé de goiaba e iam pegando aquelas que estavam lá no alto, madurinhas, e jogando pra quem estava no terreiro. Comia-se goiaba até que alguém da casa brigava com a bagunça feita e todos íamos embora, pra casa, sujos de terra e felizes da vida tomar banho pro jantar.

A goiabeira (Psidium guajava) é um pequeno arbusto que pode nascer bem próximo da sua casa e sem nenhuma cerimônia cresce com seu tronco tortuoso e liso, espichando seu galhos por sobre os muros da vizinhança. Podendo ser de longe reconhecido pela profusão de folhas arredondadas em seus galhos, que prendem a nossa atenção pela harmonia arquitetônica com seu tronco virando muitas vezes esculturas decorativas. nas nossas casa ou mesmo trazendo uma visão nostálgica das brincadeiras de criança.

Uma época onde a maioria dos quintais tinha um pé sempre muito carregado desta fruta e era um momento único comer uma goiaba tirada do pé, fosse ela com a polpa vermelha ou branca, sempre com aquele gostinho delicado, doce e perfumado que, se alguém por descuido esquecia no bolso ou na lancheira no dia seguinte o cheiro já tinha se intensificado a tal ponto que as mães saiam correndo atrás da gurizada com uma vara de marmelo bem sibilante para descobrir o engraçadinho que tinha “aprontado”.