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Turistando por Vitória

· 2min

Turistando por Vitória 

Uma rota bucólica num pedacinho da Ilha do Mel

Sempre visitei o bairro de Fradinhos por ser bonito. Suas ruas e praças sempre com muitas plantas e árvores espalhadas por ladeiras e casas. São mangueiras, abacateiros, pau ferro, acácias, oitis que atraem muitos pássaros e nos faz esquecer da movimentada Avenida Maruípe tão perto dali.

É um local aprazível e bucólico diriam os poetas. um lugar onde a paleta do verde impera por ser um pedaço da Mata Atlântica bem próximo de terrenos construídos onde um dia foram lavouras ou serviram para criação de gado.

Aqui moradores andam a passos largos, mas vagarosos. Pra quê pressa? Sempre dá pra ouvir um sonoro cumprimento de bom dia, pois mesmo sem parar para uma prosa os moradores mantem este velho costume de local pequeno. Sempre há pessoas num ir e vir contínuo para o trabalho. Alguns passeiam com seu cachorro, outros pedalam por esporte. Tem ainda aqueles que ficam parados na praça esperando o ônibus ou observando a criançada no parquinho.

A historia deste bairro também é diferenciada. Ela começa antes, num tempo em que era habitada por índios que em um momento foram expulsos para a terra ser colonizada. Tornando-se uma fazenda produtiva tempos depois onde se criava gado, milho, cana-de-açúcar e café. A posse desta propriedade passou a ser em algum momento do avô do Barão de Monjardim que em 1780 começou a construir a sede que hoje abriga o museu Solar Monjardim. Muitas histórias os moradores contam, mas Fradinhos só começou a ter novas casas construídas na década de 70 com o loteamento feito por herdeiros dos Monjardim, Varejão e Dalma Almeida.

O Museu Solar Monjardim foi o grande casarão da antiga Fazenda dos Monjardim Fica na parte alta de Jucutuquara , pois a região era um alagado que ia até perto da Pedra dos Dois Olhos. É um belo casarão de estilo colonial que data de 1780 e resiste em meio aos muitos prédios modernos que invadiram a cidade de Vitória. Já foi uma das fazendas mais acochegantes do período imperial. Chegou a receber D. Pedro II em 1860. Hoje é um museu administrado pelo IBRAM e possui um acervo histórico bastante eclético que revelam aspectos da vida cotidiana no século XIX